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Depressão e tristeza; quando procurar ajuda

Publicado em Informativos

Sentir-se infeliz, solitário e querer isolar-se faz parte dos sentimentos que vivenciamos durante nossa vida. Muitas pessoas já sentiram assim em algum momento, seja por algum acontecimento desestabiliza, seja por nenhum motivo aparente.

A depressão e tristeza tornam-se preocupantes quando nos sentimos assim na maior parte do tempo, quando não demonstramos interesse ou prazer por atividades que antes nos motivava, quando preferimos nos isolar a ficar com a família ou amigos.

Durante a depressão temos dificuldade de tomar decisões, de procurar soluções para nosso estado de desanimo, o que, freqüentemente, atrasa a procura de uma ajuda terapêutica. Neste período a pessoa pode ter desconfortos de ordem física, o que a faz pensar que algo orgânico esta provocando este estado deprimido.

Segundo a Classificação Internacional de Doenças ( Cid-10) : “Nos episódios típicos de cada um dos três graus de depressão: leve, moderado ou grave, o paciente apresenta um rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade. Existe alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga importante, mesmo após um esforço mínimo. Observam-se em geral problemas do sono e diminuição do apetite. Existe quase sempre uma diminuição da auto-estima e da autoconfiança e freqüentemente idéias de culpabilidade e ou de indignidade, mesmo nas formas leves. O humor depressivo varia pouco de dia para dia ou segundo as circunstâncias e pode se acompanhar de sintomas ditos "somáticos", por exemplo perda de interesse ou prazer, despertar matinal precoce, várias horas antes da hora habitual de despertar, agravamento matinal da depressão, lentidão psicomotora importante, agitação, perda de apetite, perda de peso e perda da libido”.

Devido a todos estes sinais e sintomas é que a ajuda de um profissional é muito importante neste momento. Muitas vezes é necessário fazer um acompanhamento em conjunto: psicologia e psiquiatria. 

Aposentadoria: período de novas escolhas e possibilidades

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Durante toda a vida muitas pessoas dedicam-se à realização profissional, preparam-se para uma carreira, para o caminho dentro da profissão e desejam alcançar sua realização profissional, ao atingirem o status pretendido.

Muitas vezes, todo esse reconhecimento leva tempo, investimento emocional e financeiro. E, quando todo este status é alcançado, quando o profissional sente que chegou ao cargo sonhado, já está próximo de sua aposentadoria.

Os problemas psicológicos da aposentadoria acontecem quando a pessoa sente esse momento como um momento de PERDA: perda da “rotina” que conhecia e que lhe dava certa segurança, perda da utilidade social e perda da referência de “ser profissional”, isto é, uma perda da própria identidade profissional.

A aposentadoria é um período de reestruturação de atividades e valores. É neste período de transformações que a família e amigos têm suas importâncias aumentadas. A pessoa é “convidada” a retomar sua vida em família, passa a ocorrer maior convivência entre marido e mulher, com os filhos, amigos, enfim... o que chamam de “descansar e curtir a vida”.

O momento de aposentadoria pode ser usado para refletir sobre os rumos e escolhas que foram feitos durante a vida e para o planejamento e a realização de novos desafios e sonhos. Mas, muitas pessoas sentem tristeza, angústia e podem, inclusive, entrar em quadros de depressão. Essas complicações decorrem da impossibilidade de fazer um necessário luto pelos aspectos que foram perdidos e deixados para traz e, ainda, pelo fato de  não conseguirem aproveitar e “curtir” as conquistas que foram realizadas na vida profissional.

Preparando-se para a aposentadoria, nos últimos anos de trabalho antes dela e, evidentemente, no período imediato pós aposentadoria, pode ser bastante importante que o sujeito busque apoio psicológico. É a busca por um espaço de acolhimento e reflexão sobre as preocupações e angústias, para buscar novos desafios e novos sentidos para a vida futura, de forma a descobrir novas fontes de motivação e prazer, fora do ambiente profissional que tomou tanto tempo e espaço durante grande parte da vida.