Livro Gratuito - Prevenção ao uso de álcool e outras drogas no contexto escolar

Escrito por Super User. Publicado em Netpsi Indica

Apresentação - Esta livro, com potencial de aplicação prática e acadêmica, é direcionado para profissionais e pesquisadores de diversas áreas, em especial àqueles que desenvolvem trabalhos com adolescentes no contexto escolar.

Link para Download: http://www.editoraufjf.com.br/images/gratuitas/Cartilha.pdf

O presente livro traz as relexões de professores e colaboradores, resultantes de um projeto, no qual o CREPEIA fez parte, que envolveu o curso de capacitação a distância sobre Prevenção ao Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas, desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB) e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça, Editora UFJF e Editora CEAD. A UFJF, através do Centro de Educação à Distância (CEAD), também foi um dos responsáveis pela capacitação.

Orgs. Telmo Mota Ronzani, Pollyanna Santos da Silveira.

Capítulos do livro

* Reflexões sobre a educação na atualidade e sua relação com a saúde - Monalisa Maria Lauro, Diego Azevedo Leite, Cláudio Pellini

* Neurociências do abuso de drogas em adolescentes - André Luiz Monezi Andrade, Denise de Micheli, Eroy Aparecida da

* As práticas de prevenção ao uso de drogas no Brasil - Ana Luísa Marliére Casela, Érika Pizziolo Monteiro, Jéssica Verônica Tibúrcio de Freitas, Pollyanna Santos da Silveira

* Prevenção escolar ao uso de drogas por adolescentes: intervenções que funcionam - Altemir José Gonçalves Barbosa, Carlos Eduardo de Souza Pereira, Juliana Célia de Oliveira

* Ensino de habilidades de vida: uma estratégia de prevenção e promoção da saúde na adolescência - Gisele de Rezende Franco, Marisa Cosenza Rodrigues

* Fatores de risco e de proteção para o uso de álcool e outras drogas - Laisa Marcorela Andreoli Sartes, Andressa Bianchi Gumier, Lidia Reis Fernandes, Maira Leon Ferreira

* Participação juvenil: uma alternativa para se abordar o uso de drogas no espaço escolar - Fernando Santana de Paiva, Pedro Henrique Antunes da Costa

* Drogas e educação: a escola (real) e a prevenção (possível) - Helena Maria Becker Albertani, Marcelo Sodelli

Orientações sobre sexualidade e deficiência intelectual

Escrito por Super User. Publicado em Netpsi Indica

Cartilha com informações sobre as fases do desenvolvimento humano, buscando desmistificar questões relacionadas à sexualidade das pessoas com deficiência intelectual.

Realização: Instituto Mara Gabrilli

Assuntos: deficiência intelectual, sexualidade, saúde e qualidade de vida

Ano: 2013

Veja mais em: http://www.img.org.br/images/stories/pdf/cartilha_sexualidade.pdf

Com a colaboração da Diretora Clinica do Netpsi , Fernanda G Sodelli.

O Adolescente em Desenvolvimento

Escrito por Super User. Publicado em Netpsi Indica

O desenvolvimento é, essencialmente, um processo descontínuo, que segue uma direção orientada para a maturidade.

É também um processo de transição, de interação entre o organismo e o ambiente. Portanto, é modificável pela experiência.

Em O ADOLESCENTE EM DESENVOLVIMENTO, o autor Antonio Carlos Amador Pereira, com larga experiência como professor de Psicologia do Desenvolvimento e terapeuta de adolescentes, procurou mostrar os aspectos mais importantes da adolescência, cujo tema central é a descoberta de si mesmo.

                  A crise de identidade na fase posterior da adolescência é predominantemente um intento do jovem em pleno crescimento para formular, pela primeira vez em sua vida, regras ou normas que relacionem sua própria imagem à imagem da vida ao seu redor. 

                  Conteúdo

                  · Um período de transições

                  · Principais teorias da adolescência

                  · Desenvolvimento físico na adolescência

                  · Desenvolvimento cognitivo na adolescência

                  · A Teoria Psicossocial de Erikson e a construção da identidade

                  · Crise de identidade na adolescência: epigênese e ciclo vital

                  · Relacionamentos

                  · A sexualidade na adolescência

                  · Adolescência: a identidade em risco

                  · A entrada na vida adulta

O Adolescente em Desenvolvimento

Editora: Harbra

ISBN: 8529402901

Ano: 2005

Edição: 1

Número de páginas: 160

Acabamento:  Brochura 

Formato: Médio

Mais informações: pode ser adiquirido pelos sites www.submarino.com.br  ou www.harbra.com.br, por R$ 29,50

Viva melhor com o adolestente

Escrito por Super User. Publicado em Netpsi Indica

 A Editora Larousse do Brasil lança, durante a XII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (12 a 22 de maio, no Riocentro), a obra “Viva melhor com o adolescente”, que reúne textos de psicólogos, psiquiatras e educadores da França e do Brasil sobre temas delicados e polêmicos como drogas e gravidez, e outros assuntos que fazem parte do cotidiano do adolescente, como a escolha de amigos esquisitos (para os pais) e a tietagem de ídolos e gente famosa.

Os psicólogos brasileiros Cláudio Picazio e Marcello Sodelli são responsáveis por seis dos onze capítulos do livro. Os outros cinco, escritos por autores franceses, foram adaptados para a realidade brasileira. A obra foi organizada pela psiquiatra, Sylvie Angel, que trabalha na área de terapia familiar e psicologia infantil. Sylvie criou e foi diretora do Centro de Terapia Familiar Monceau, e também vice-presidente da Sociedade Francesa de Terapia Familiar de Paris.

As ilustrações humoradas e coloridas, feitas por Soledad Bravi, tornam a leitura mais agradável e dinâmica. Soledad é diplomada em artes gráficas pela École Supérieure d’Arts Graphiques et d’Architecture Intérieure (ESAG), em Paris e dedica-se à ilustração de revistas como Figaro-Madame e Elle, e à edição de livros para crianças.

O Livro

O primeiro e o segundo capítulos de “Viva melhor com os adolescentes” abordam em linhas gerais as características principais dos jovens e desmistificam a crença de que todo adolescente passa por um processo de crise obrigatória entre a infância e a vida adulta. O primeiro capítulo discute as atitudes e o comportamento dos jovens entre 11 e 14 anos, e o segundo, dos jovens entre 15 e 21 anos.

Heróis, ídolos e estrelas é o nome do terceiro capítulo da obra, que discute a idealização de uma pessoa ou grupo com que o adolescente se identifica. O quarto capítulo discute um tema difícil para a maioria dos pais: quem são os amigos do filho? Onde eles se encontram? O que eles fazem? Essas e outras perguntas são respondidas no capítulo Amigos e Colegas.

O quinto capítulo, Escrever um diário, responde entre outras perguntas, por que os jovens gostam de escrever para si mesmos? O sexto capítulo, chamado Mitos sobre a adolescência, como o próprio nome já diz, esclarece algumas dúvidas sobre essa fase do desenvolvimento humano, como por exemplo: “Todos os adolescentes que usam drogas ficam viciados?” ou “Adolescentes adoram desafiar os pais?”.

A adolescência é uma fase de conquista do mundo social, de tentar ocupar um lugar e marcar um espaço muito além das fronteiras familiares, por isso, o sétimo capítulo aborda o tema a Educação para a Civilidade. O oitavo e nono capítulos abordam a questão da imagem para o adolescente. Espelho, Espelho Meu e Anorexia e Bulimia trataram dessa difícil questão na vida desses jovens.

O décimo capítulo, A compreensão do uso de drogas, discute a questão dos adolescentes, que às vezes experimentarem tudo no limite, inclusive as drogas. Gravidez na adolescência é o nome do décimo primeiro e último capítulo da obra. Nesse texto, o autor comenta esse fenômeno em nível nacional e mundial.

Todos os capítulos do livro contam com pesquisas e dados que enriquecem o texto básico do livro, e ajudam os pais a conhecer melhor a realidade de seus filhos adolescentes.

Autores Brasileiros

Marcelo Sodelli

Psicólogo, professor universitário, e doutorando no departamento de Psicologia da Educação, na PUC-SP, onde também pesquisa a prevenção do uso nocivo de drogas e forma professores sobre o tema. Foi coordenador da área de prevenção de drogas do Projeto de Educação Preventiva e Sexualidade (PEPS), promovido pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, entre 2000 e 2002. Hoje dirige os projetos do Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia (NETPSI), atuando em diversas instituições da rede pública e particular de ensino.

Cláudio Picazio

Psicólogo especializado em sexualidade humana e psicoterapia de família e casal pelo Instituto Sedes Sapientae, de São Paulo. Consultor de projetos especiais da Secretaria de Educação, formando educadores e psicólogos em sexualidade para orientarem professores da rede municipal. Coordenador do módulo de sexualidade dentro do programa de educação preventiva da Prefeitura de São Paulo. Consultor do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde para acompanhar projetos de prevenção com adolescentes hiv positivos. Atende a adolescentes hiv positivos no projeto Tecer o Futuro da ong Reviver, financiado pela Unicef. É autor de livros sobre sexualidade.

VIVA MELHOR COM O ADOLESCENTE

Editora: Larousse do Brasil

Organizadora: Sylvie Angel (organizadora)

Textos brasileiros: Cláudio Picazio e Marcelo Sodelli

Prefácio: Laura Bacellar

Tradução: Luiza Silveira e Fernando Murat

Ilustradora: Soledad Bravi

Formato: 16 x 23 cm

Nº de páginas: 112

Acabamento: brochura

ISBN: 85-7635-052-1

Preço: R$ 29,90

Mais informações:

Communica Brasil - Tels.: (11) 3865-3534 / 3864-7484

Andrea Funk

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Uso de Drogas e Prevenção

Escrito por Super User. Publicado em Netpsi Indica

Prólogo

Profª Drª Vera Maria Nigro de Souza Placco*

Quando Marcelo Sodelli me pediu para escrever um prólogo ao seu livro de estréia, derivado de sua tese de doutorado, imaginei uma conversa com ele, sobre o início de nosso trabalho conjunto.

Como foi nosso conhecimento mútuo? O que o levou a se aproximar e se aprofundar não apenas na temática das Drogas, mas, especialmente, escolher a docência como veículo privilegiado, embora não único, para sua participação  acadêmica e social?

Em 1996, voltando de meu pós-doutorado na École des Hautes Études em Sciences Sociales, em Paris, trouxe comigo uma proposta de pesquisa sobre Representações Sociais de Alunos do Ensino Fundamental a respeito de AIDS, com o objetivo de, trabalhando em paralelo com uma colega francesa, Elisabeth Lage, daquela instituição, identificar como a AIDS era percebida por jovens.

Constituí, no Programa de Estudos Pós-Graduados e Educação: Psicologia da Educação, um grupo de mestrandos e doutorandos que se interessavam pelo tema – e logo percebi a necessidade de ampliar o âmbito da pesquisa, de modo a incluir também outros temas de importância acadêmica e interesse social: Drogas e Violência. Desde o nascimento do primeiro projeto: “O professor e os problemas atuais dos jovens: Representações Sociais de Adolescentes do Ensino Fundamental sobre AIDS, Drogas e Violência”, pudemos contar com a participação ativa de Marcelo Sodelli, que, naquele momento, realizava seu mestrado na área de AIDS. Sua atitude séria e comprometida, suas intervenções claras e objetivas foram inestimáveis para um grupo que se iniciava nos estudos ainda incipientes de uma problemática envolvente.

            

Posteriormente, desenvolvemos o projeto “Representações Sociais de Professores do Ensino Médio sobre AIDS, Drogas, Violência e Prevenção”, no qual Marcelo, então em seu curso de doutorado, também teve destacada participação.  Ao liderar um dos grupos de coleta de dados, junto aos professores de ensino médio, reafirmou sua posição de pesquisador ético e rigoroso, trazendo real contribuição à pesquisa.

Vale destacar que, paralelamente, Marcelo Sodelli desenvolvia sua tese de Doutorado, sob nossa orientação, “Aproximando sentidos: Formação de Professores, Educação, Drogas e Ações Redutoras de Vulnerabilidade.”, a qual foi concluída com brilhantismo, em 2006. Nesse trabalho, agora transformado em livro, Marcelo mostra sua postura de educador criativo e crítico, trazendo um novo olhar para a questão da prevenção, uma nova perspectiva à questão das vulnerabilidades e apontando uma séria crítica à formação de professores, na medida em que os cursos, em geral, não atendem à necessidade claramente expressa em nossas escolas, em nossas salas de aula – professores melhor preparados para lidar com a prevenção, no sentido lato deste conceito, que envolve o educar o sujeito inteiro para a realidade social em que vive, como forma de preparação para que esses sujeitos possam fazer escolhas mais conscientes e menos danosas.

Marcelo, seu empenho, sua responsabilidade e compromisso com os sujeitos-alunos, com os sujeitos sociais, traduzidos pelo seu trabalho e pela sua vida, culminados agora, provisoriamente, neste livro, terão, com certeza, muitos outros frutos – sucessos e alegrias, em sua vida profissional e pessoal.

PARABÉNS!

*Vera Maria Nigro de Souza Placco – Professora titular e Pesquisadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Prefácio

Sergio Seibel*

Ações Redutoras de Vulnerabilidade: aproximando sentidos entre educação e prevenção ao uso nocivo de drogas.

Bem vindo a este “Ações Redutoras de Vulnerabilidade”. Trata-se da transformação em livro de um alentado estudo acadêmico que culminou na tese de doutorado do Autor no setor de Pós-Graduação em Psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo no setor de Pós-Graduação em Psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Este belo trabalho inicia contextualizando o modelo proibicionista, iniciado no século XIX por entidades religiosas e moralistas norte-americanas – os movimentos pela temperança, mais tarde expandido às demais substâncias, as assim chamadas drogas ilícitas, como maconha, ópio e derivados e cocaína.

Em seguida, apresenta e traz criticamente, não apenas um questionamento dos diversos modelos de prevenção ao uso de drogas existentes no Brasil, justificando e defendendo um deles, o que o Autor denominou “Prevenção que Convive com as Diferenças”, utilizando-se do conceito de vulnerabilidade e dos pressupostos da estratégia de Redução de Danos relacionados ao consumo de substâncias psicoativas, a partir da compreensão de homem e de mundo através da postura fenomenológico-existencial.

Controvertido e polemico pela natureza própria de suas múltiplas interfaces, aquilo que se convencionou chamar de “prevenção ao uso de drogas” não deixa de ser uma medida de saúde pública, inserido no contexto da educação sanitária que permite alcançar uma extensa população vulnerável a práticas e condutas de risco quanto ao consumo de substâncias psicoativas. E, ao mesmo tempo em que falamos em populações vulneráveis ao consumo de substâncias, estamos nos referindo ao impacto não apenas pessoal das drogas sobre o organismo, mas principalmente das conseqüências sociais por elas provocadas.

Finalmente, se inicia um consistente movimento da produção acadêmica brasileira com preocupações importantes na área da saúde pública, preenchendo uma brecha, qual seja a de dar embasamento teórico-prático aos formuladores de políticas públicas e privadas na área da educação para a saúde, tão necessitada de intervenções pragmáticas e dotadas de racionalidade científica, área ainda tomada por discussões apaixonadas e emocionais, que acabam por servir de caldo de cultura para a disseminação de preconceitos de toda ordem. Este livro constitui leitura útil, obrigatória para professores de todos os cursos que se preocupem não apenas com o que se passa em sala de aula, mas principalmente fora dela, pois trás lições valiosas para ensinarem a seus alunos sobre a possibilidade de se fazer escolhas mais livres e criticamente conscientes.

* Psiquiatra. Pesquisador-associado do Departamento de Medicina Legal, Bioética e Saúde Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Apresentação

E.A. Carlini*

É, para mim, uma imensa satisfação fazer a apresentação deste livro e de seu autor. Primeiramente um pouco sobre ele. Conheci Marcelo Sodelli quando ambos fazíamos parte do Comitê Científico que organizou o I Congresso da ABRAMD (Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas). Foi fácil perceber: idealista, batalhador, perseverante, defendendo seus princípios sem tentar massacrar a opinião alheia; daí o surgimento de uma amizade baseada em respeito mútuo.

O assunto abordado pelo livro não é passível de unanimidade. Sempre haverá opiniões discordantes e mesmo até apostas em relação a qualquer modelo sobre prevenção relativa ao problema que se convencionou chamar de uso de risco e/ou dependência de drogas. Mas, o importante é que estas opiniões (teorias) devem ser expostas publicamente, objeto de discussões, pois, só assim, um dia poder-se a chegar à realidade (ou próximo dela) sobre o tema. E então perceberemos que na verdade existem várias realidades dado à diversidade na cultura das sociedades onde drogas são utilizadas. Como dizia o Prof. José Ribeiro do Valle, talvez o primeiro no Brasil a encarar a maconha sob um foco eminentemente científico: “Estudamos a maconha que o homem usa. Isto é errado! Deveríamos estudar o homem que usa a maconha”.

E o livro de Sodelli neste aspecto, não deixa dúvida: investe pesadamente contra o modelo proibicionista (eu diria a pedagogia do terror) que atualmente esta vestindo uma nova roupagem: “prevenção que convive com as diferenças”, mas que na realidade aponta para um nunca usar drogas. E, ao mesmo tempo, que desconstrói o modelo proibicionista elabora em profundidade sobre um modelo de prevenção, chamando-o de “Ações Redutoras de Vulnerabilidade”, utilizando para isto dos conceitos e ideias do modelo de redução de danos e da noção de vulnerabilidade.

Este livro certamente está fadado a gerar polêmica o que será extremamente salutar para o assunto; alias o próprio autor reconhece que o tema está eivado de preconceitos ideológicos e políticos.

E para mostrar como estes preconceitos podem obnubilar visões mais claras, basta verificar no 2ª Capítulo do Livro que Sodelli cita a opinião de autores que consideram o INCB (International Narcotics Control Board), organismo ligado à ONU, como tendo sido “criado por pressão da política externa norte-americana, com à finalidade de exercer funções “que lembram os tempos da inquisição”. Entretanto, eu tive a honra de ter sido eleito pela comunidade científica mundial para membro titular do INCB, tendo cumprido meu mandato por cinco anos seguidos. E posso afirmar que o INCB não é o que foi afirmado pelos autores citados por Sodelli. Mas por outro lado, mesmo com a emocionalidade ideológica do que foi dito, ainda assim é vantajoso trazer à baila a Convenção Única de Narcóticos de 1961 da ONU, e INCB para uma re-análise. Afinal estes documentos  já têm meio século de existência e o mundo mudou muito de lá para cá.

E assim, devemos bater palmas a este livro. Afinal, todos sabemos que é somente através de discussões abertas, vigorosas e respeitosas que a humanidade progride.

Por esta razão, confesso para terminar, que o livro de Sodelli me fez lembrar Castro Alves.

           

                                   Oh! Bendito o que semeia

                                   Livros... livros à mão cheia...

                                   E manda o povo pensar!

                                   O livro caindo n’alma

                                   É germe – que faz a palma,

                                   É chuva – que faz o mar.     

 

E.A. Carlini

UNIFESP

Janeiro, 2010

*Professor titular de Psicofamarcologia da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP

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